CONSTRUINDO
No
A
No
O
O

Bobinas:
235 nH - diâmetro 16 mm, comprimento 45 mm, 6 espiras, fio esmaltado de diâmetro 2,4 mm.
446 nH - diâmetro 16 mm, comprimento 65 mm, 11 espiras, fio esmaltado de diâmetro 2,4 mm.
As bobinas foram verificadas com o LC meter descrito aqui
Capacitores: feitos com placas de circuito impresso em fibra de vidro com cobre em ambas as faces com espessura de 1/16 polegadas. Cada capacitor utiliza dois pedaços de circuito impresso em paralelo. A placa impressa que utilizei apresentou aproximadamente 3 pF/cm2 (medidas com LC meter) .
130 pF - 3x6,5 e 3,5x6,5
147 - 6x4 (2)

As duas placas de cada capacitor são presas por um parafuso passante e são montadas ligeiramente descentradas, afim de se poder soldar um fio nas duas faces internas, que formarão o lado "vivo". As duas faces externas do sanduíche são o lado de terra, o parafuso realiza o aterramento. Para isso é bom usar arruelas tipo estrela que "morde" o cobre, promovendo bom contato. O furo do parafuso nas faces internas é alargado com uma broca grande para que não aconteça um curto-circuito com o parafuso.

Foto de duas placas que formam um capacitor. Notar uma face interna com o furo alargado.
Os pontos de solda visíveis na foto são lugares onde eu havia soldado pedacinhos de fio para poder ligar a um medidor de capacitância. Os fios foram retirados depois da medição.

Outra vista de conjunto para um capacitor.

Esta é a caixa, aproveitada de uma velha fonte de alimentação chaveada de computador antigo. Notar os rebites que serão substituídos por parafusos com porcas, para garantia de contato elétrico.

Os buracos originais serão fechados por meio de um pedaço de placa de circuito impresso.

Aqui os conectores coaxiais foram montados.

Vista de um extremo.

Vista do filtro montado. As bobinas são soldadas diretamente a uma face interna dos capacitores. Notar a montagem das bobinas em ângulo reto, de modo a minimizar o acoplamento.

O filtro recebeu uma pintura na cor preta. Nesta foto ainda não havia sido colocada a tampa interior. As furações de ventilação são muito pequenas e não representam perigo de irradiação de harmônicos.
Para uma simulação se aproximar do filtro real, é necessário levar em conta as capacidades entre as extremidas das bobinas e a indutância dos capacitores.
Estimei 2pF em paralelo com as bobinas e 5nH em série com os capacitores. Sem esse cuidado o resultado é de um filtro ideal, irrealizável.
Aqui aparece a magnitude da saída em dB (eixo Y) para uma varredura de 1 a 600 MHz.
Foi feito somente um teste de varredura em HF, até 30 MHz, observando-se a ROE, que ficou abaixo de 1.3:1, estando de acordo com o esperado.
Agora basta colocar o filtro na saída do transmissor. É importante lembrar que o filtro deverá suportar a máxima potência permitida com facilidade, na condição que a ROE seja baixa.
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ACRESCENTADO EM 17/01/2006
Não estava satisfeito com a ligação ao terra dos capacitores ser feita pelos parafusos. Então modifiquei. Coloquei uma placa impressa que vai de um extremo ao outro e usei folha de cobre para prender e ligar eletricamente aos parafusos dos conectores coaxiais. Assim se realiza um bom plano terra.
Os capacitores foram soldados a essa placa. Uma vantagem adicional é a blindagem que eles propiciam.

Esse gráfico de transmissão e VSWR é obtido no programa ELSIE.
O filtro foi avaliado por meio de um analisador Autek Research RF-1 e uma carga de 50 ohms Weinschel Corp M1426 DC-8 GHz.
A medição de SWR acompanhou o previsto dentro de 10%. Desse modo pode-se deduzir que a curva de transmissão também segue o previsto.