RESTAURANDO UM DELTA 1000
Parte I
DESCRIÇÃO FOTOGRÁFICA
(clique nas fotos para abrir uma nova página com a foto em maior resolução)
Primeira fase: colocá-lo para funcionar com modificações de segurança.
Segunda fase: modificações de comodidade, melhora de funcionamento, segurança e durabilidade.
Parte II - Primeiras observações de funcionamento
Parte III - Desmontagem e remontagem do transformador
Parte IV - Choque de RF do filamento
COMO ELE ESTAVA : Sujo e empoeirado, havia acontecido um derramamento de óleo de motor de automóvel, depois o pó aderiu ao óleo! Na foto, o equipo está fora da caixa e foi retirada a tampa que encobre a parte das válvulas e pi de saída.
Foto da parte inferior (infelizmente saiu tremida)
Painel frontal. Os dois botões menores, abaixo do medidor, estavam com os parafusos oxidados e não houve como retirá-los, mesmo deixando um pouco de WD40 por algum tempo. Tive que passar uma broca. Como a parte metálica era muito fina, resultou em quebra de uma parte do plástico, de modo que vou ter que procurar substitutos.
SERVIÇO DE LIMPEZA
O GALVANÔMETRO DEPOIS DE CONSERTADO. Ficou muito bom, verifiquei-o comparando com um multitester digital de confiança, um acompanhou o outro em toda a faixa. Agora é possível usá-lo para outras medições, basta colocar "shunts" adequados.
PEÇAS DO TANQUE DE SAÍDA. Utilizei todos os produtos de limpeza que consegui obter. Usei "Veja", Kaol, aguarrás, thinner, sapólio, bom-bril, ferrox, semorin, detergente, dependendo da peça. Para os variáveis usei também uma escova de cerdas de latão na furadeira. Depois eles e mais as bobinas receberam um revestimento de verniz especial para uso em eletricidade. As bobinas são em cobre prateado e boa parte da prata se perdeu. Não há problema, contudo. O revestimento de prata (há o comercial "pratex") ajuda muito pouco quanto à resistência, mesmo em 28 MHz, o principal benefício é contra a oxidação, já que o cobre é vulnerável. Tomei outro caminho e envernizei com produto em spray para uso em eletricidade, totalmente transparente. Há no comércio um tipo para uso em circuito impresso, possivelmente seja também indicado, na cor verde.
O capacitor variável de saída do pi estava desalinhado numa das seções. Foi um trabalho bem espinhoso deixá-lo correto. O estator daquela seção teve que ser retirado, depois situei-o no lugar correto por meio de pedações de folha de cobre de 0,1mm colocados entre as chapas e depois soldei novamente.Foram muitas horas de paciência para chegar a um bom resultado, que afinal foi conseguido. Depois foi feito a pintura com verniz em spray. Isso tem a vantagem de aumentar a máxima voltagem suportada já que o verniz é melhor isolante que o ar.
O capacitor de sintonia de placa estava com partes fundidas e com uma placa a menos, sinal de já ter acontecido centelhamento. Na experiência de 5/10/2003, não foi notado nenhum problema. Talvez o linear tenha funcionado sem carga adequada na saída de antena, neste caso é bem possível que ocorra centelhamento; Não vou fazer um teste para verificar esse palpite!
NOVA CHAVE DE ONDA PARA SELEÇÃO DE BANDA
A chave original estava com alguns contatos queimados. Encontrei essa, com 10 posições. Muita parruda, acredito que nunca vou ter problemas com ela. Essa chave me trouxe idéias para uma chave seletora de antenas, colocando-a numa caixa com blindagens corretas pode-se manter a impedância próxima aos 50 ohms, de modo a tornar a chave útil para HF e VHF, suportando a potência máxima permitida.
Quando da revisão do pi de saída descobri que seria necessário mais opções na chave de onda, de modo a permitir a colocação de capacitores adicionais em 80 e 160 metros. A melhor forma de resolver o problema que surgiu de chave de onda foi abandonar essa escolhida em favor de outro modelo, convencional. Ela possui 4 pastilhas de 1 polo por 11 posições. Duas pastilhas serão colocadas em paralelo, como no original, tendo em vista a corrente circulante pela bobina. As outras duas são para entrada e saída do pi.
O esquema original. Muito parecido com o Collins 30L-1, algumas partes são idênticas, veja-se p. ex. a fonte de bias. Descobre-se entretanto que o fator economia pesou na fabricação, o filtro pi na entrada foi eliminado. Era dispensável, talvez, num tempo onde os excitadores (tipo Delta 370) tinham pi de saída. Isso agora faz falta com os rádios atuais sem sintonia de saída. Essa modificação está planejada para a segunda etapa da restauração.
A PREPARAÇÃO PARA PINTURA
As partes da foto foram lixadas com lixa-d'água, após uma boa limpeza.
AJUSTE DO RESISTOR SHUNT
Descobri que a escala de 0-0,8 A da corrente de placa estava um pouco fora. Como o instrumento, de base 0-1 mA, está perfeito, corrigi o shunt. Fui experimentando até chegar ao resultado correto, com cerca de 5 cm de fio de cobre esmaltado #27, adicionado ao fio orginal. Agora ele mede corretamente.
ENCAPANDO COM TUBO TERMO-RETRÁTIL
Para tentar melhorar o aspecto revesti com o famoso "heat shrink tube".
PRIMEIRO FUNCIONAMENTO, EM 5/OUT/2003
Chegou o grande dia da primeira fase, que é colocá-lo a funcionar com o circuito quase original. Com quatro Svetlana 811A compradas da RF Parts, conjunto casado, o Deltão produziu 700 Watts de saída em 21 MHz (medidos no wattímetro e conferidos no osciloscópio).
As modificações feitas até aqui são itens de segurança. Foram trocados os retificadores e alguns poucos componentes. Foi colocada uma chave seletora do galvanômetro com mais posições, agora é possível medir a corrente de grade (essencial pois o excesso de corrente de grade danifica rapidamente a válvula) e a alta voltagem. Foram colocados resistores de limitação de corrente na alimentação de 1700V, para o caso de curto entre anodo e terra, e antes que o fusível abra.
parte II - Primeiras observações de funcionamento